Cine ECC – Um Senhor Estagiário

O Carnaval passou e 2019 finalmente começou para a maioria dos brasileiros – porque aqui na ECC ele já começou ainda no dia 31 de dezembro de 2018! E nada melhor do que “começar o ano” com uma inspiração para novos desafios!

Na segunda edição do Cine ECC, Joe e Vanessa assistiram ao filme “Um Senhor Estagiário”, que conta a história de Ben Whittaker (Robert De Niro), um executivo aposentado da DEX One, empresa de marketing americana responsável pelas Listas Telefônicas no século passado.

Para fugir do marasmo da aposentadoria, Ben resolve se candidatar à uma vaga de estágio sênior na About The Fit, um e-commerce de moda comandado por Jules Ostin (Anne Hathaway), que está na busca por um CEO para ajudá-a na tomada de decisões da empresa.

O longa possui 2 horas de duração e é um excelente filme para assistir comendo uma pipoca no final de semana!

Vamos descobrir quais os ensinamentos do filme?

Análises da Vanessa

Assisti “Um Senhor Estagiário” despretensiosamente, pois não tinha ouvido (ou lido) ninguém comentar sobre o filme. Mas sabia que deveria dar uma chance pelos atores. Para minha surpresa, Robert De Niro continua arrasando e Anne Hattaway surpreende também. Mas, o que mais me chamou a atenção foi o roteiro e o cuidado em retratar a nossa geração (Millenials) e, especialmente, o choque de gerações.

O filme mostra com muita delicadeza, comédia e um pouco de drama, como é ser idoso e ainda estar ativo profissionalmente. Ao mesmo tempo, como uma executiva (millenial) precisa lidar em ser mulher, CEO, esposa, mãe, filha, amiga, líder e – ufa! – respirar.

Constantemente falamos sobre os desejos, dores e anseios por trás do papel da profissional mulher, mas o filme retrata isso muito bem. Enxerguei à mim e muitas amigas em alguns momentos. Somos maioria no mundo e enquanto empreendedoras. E muitas mulheres retratam que quando estão num mesmo cargo ocupado por homens, sentem que precisam mostrar o dobro do desempenho para serem reconhecidas. E ainda temos que lidar com a carga emocional e de trabalho em casa. Não sou eu quem falo, mas são pesquisas.

https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2018/04/mulheres-precisam-trabalhar-91-dias-mais-para-ganharem-o-salario-anual-de-um-homem.html

https://oglobo.globo.com/economia/mulheres-com-emprego-trabalham-mais-em-casa-do-que-homens-desempregados-22602818

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/20234-mulher-estuda-mais-trabalha-mais-e-ganha-menos-do-que-o-homem

http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-03/mulher-trabalha-54-anos-mais-que-homem-diz-estudo-do-ipea

https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/tendencias-de-consumo/mulheres-e-o-mercado-de-trabalho-os-desafios-da-igualdade/

Eu poderia falar muito sobre isso, mas o que de fato podemos aprender?

Valorização do Idoso no Mercado de Trabalho

No filme, a empresa é um e-commerce de moda, e Ben inicia o seu estágio atuando diretamente com a CEO. Ao longo do filme, é feita uma construção mostrando as dificuldades da idade do personagem principal em relação ao mundo VUCA. Mas também, como suas qualidades e habilidades acabam por conquistar colegas e auxiliar sua líder na tomada de decisões.

O fato é que todos temos nossas habilidades e expertises, e cabe ao gestor saber como melhor utilizar e fazer sua equipe trabalhar em prol dos objetivos empresariais. Cabe também a ele, entender sobre pessoas, diferentes gerações, Mundo VUCA e orquestrar isso da melhor forma para tocar a melhor música ao público. (Aliás, te indico aqui duas ótimas soluções da ECC: Incompany Mundo VUCA e as Diferentes Gerações e o nosso Programa Liderança Criativa). A CEO era extremamente focada em resultados, esquecendo que a base de qualquer empresa – ou startup – são as pessoas. E esquecendo de si mesma.

Cuidado com o Burnout

Ao tornar-me empreendedora – e ao longo dos anos – percebi a importância do equilíbrio físico e emocional, especialmente com a Síndrome de Burnout. Inclusive o Joe escreveu um excelente artigo aqui no nosso blog! Se você leu sobre Burnout e viu o filme, sabe o quanto a personagem da Anne Hattaway está sofrendo com isso.

Ela anda de bicicleta pela empresa porque precisa chegar até o destino rápido! Não pense você que ela faz isso porque é cool. Ela trabalha até tarde e evita conversar com as pessoas (o que parece frieza). O mundo de startups e resultados parece ter transformado ela em uma mulher com foco só em resultados. Seu comportamento tóxico acaba afetando os outros ao seu redor, tornando-os como ela. E claro, ela acaba esquecendo de quem? Sua família.

Cuide da sua família

A parte mais difícil da vida da maioria dos seres humanos é o tempo. Alguns tem dificuldade de lidar com a passagem do tempo. Mas o fato é: ele passa. Então aproveite sua vida e sua família! E com qualidade. Organize sua vida, suas metas, ações e inclusive tempo para passar com quem ama (de novo, a gente tem uma mentoria maravilhosa para te ajudar, fala com a gente!).

Parece coisa manjada falar disso, mas a minha dica principal é: tempo com qualidade. Se você estiver com a família, esteja com ela, sem smartphone. Aproveite o tempo com seus pais, converse com eles sobre a vida e o passado, você aprenderá muito! Pare de reclamar que não tem tempo. Chega um momento em nossa vida que precisamos parar com tudo para começarmos de novo. Com efetividade, equilíbrio físico e equilíbrio emocional, nossas ações nos levam rumo ao sucesso. E para isso precisamos organizar nossa vida.

Análises do Joe

Eu confesso que não conhecia o filme. Quem primeiro me falou dele foi a própria Vanessa, logo depois de ter assistido pela primeira vez. Eu amo filmes e, quando ela me passou a sinopse dela, eu já achei interessante na hora! Muito por conta do que eu vivo conversando com Dona Senhora Minha Mãe, Angela Guidini, que inclusive foi nossa ex-aluna no Programa Digital360.

Para mim, o pior que pode acontecer com alguém, é não ter algo para fazer. Veja bem, eu adoro ficar sem fazer nada, mas depois de um tempo (1 dia, para ser exato) eu já fico de saco cheio! Então a decisão de Ben em ir atrás de um estágio já me puxou pra mais perto do filme.

A Maravilha de ser um Novato

A primeira coisa que me chamou à atenção. Quando foi a última vez que você foi novato em alguma coisa? Esse sentimento é extremamente revigorante! O universo de possibilidades que a curiosidade pode te proporcionar é infinito! Lembro da última vez que isso me aconteceu: quando começamos a pensar na Escola Caxias Criativa e a Vanessa me apresentou o universo da Economia Criativa. Tudo ali fez sentido pra mim.

Durante quase todo o filme, o personagem de De Niro fica buscando entender o mundo que estamos vivendo. Como ele pode se encaixar, com seus conhecimentos e skills, e fazer mais no meio em que está inserido. Ele poderia muito bem ter caído na Síndrome do Impostor, mas preferiu utilizar essa “fraqueza” como uma de suas principais forças.

Observação do Cenário

Ben estava a todo o momento observando. Tanto que isso gera um certo desconforto em Jules em vários momentos do longa. Eu sou um observador, muito porque sou uma pessoa introvertida (se você me conhece e me acha extrovertido, assista esse vídeo e entenda o que eu quero dizer). Pessoas introvertidas, ao contrário do que muitos pensam, não são aquelas que são envergonhadas e que não gostam de socializar. Pelo contrário, nós adoramos! Mas preferimos, muitas vezes, observar e racionalizar o que observamos. E nisso, Ben manda bem.

Onde quer que ele fosse, ele observava. E foi numa cena muito específica em que eu percebi o que eu possuía em comum com o personagem: a cena do galpão. Ben fica observando Jules de longe, enquanto ela explica a experiência da About The Fit para as responsáveis pelas embalagens. Essa observação gera uma ressonância na mente de Ben e ele racionaliza o por que da personagem de Hathaway não precisar de um CEO.

Diariamente, enquanto empresários, nos deparamos com momentos em que não precisamos estar 100% presentes, falando e tomando decisões. Não precisamos nos impor todo tempo. Podemos nos colocar alguns passos para trás e ver o funcionamento da empresa como um todo. Observando onde estão as forças e as fraquezas das nossas equipes e dos nossos processos.

Influência Positiva

E o ponto de introversão de Ben me leva à minha terceira análise: a influência positiva do personagem. Introvertidos geralmente são bem quistos pelos grupos sociais aos quais eles pertencem, porque eles são observadores e sempre tem algo assertivo para falar nos momentos certos.

Ben acaba construindo uma relação muito interessante com um dos estagiários que entra com ele (embora seja um estagiário regular e não sênior). Davis, o estagiário regular, toma Ben como uma espécie de mentor, onde busca entender a geração de De Niro através de seus costumes no trabalho. “Por que usa uma pasta? Para quê serve o lenço de assoar? Vocês utilizavam terno o tempo inteiro?”.

Com calma e paciência, Ben explica seus costumes e o porque de achá-los importantes. Isso faz com que Davis acabe absorvendo esses ensinamentos e, ao longo do filme, vemos mudanças sutis acontecendo no personagem, que culminam em uma mudança digna de um extreme makeover ao final, mas que pode passar despercebido se não notarmos esse comportamento.

Quando nos tornamos uma influência positiva em nossas equipes, conseguimos expressar nossas opiniões sem sermos taxados como arrogantes ou mandões. E isso reflete diretamente no fluxo de entrega de resultados da empresa. São os pequenos exemplos.


A dica da ECC após essa Sessão de Cinema é: Não tenha medo de começar algo novo, nunca é tarde para isso. E preste atenção em tudo o que acontece, os chamados Small Data, pois são eles que lhe entregarão os melhores insights sobre seu negócio.

Esperamos não termos dado muitos spoilers na segunda edição do Cine ECC! O filme “Um Senhor Estagiário” está disponível no Amazon Prime!

Bom filme!

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