“O que normalmente falta nas organizações não é a criatividade, do ponto de vista de geração de ideias, mas sim a inovação, do ponto de vista de ação e produção, isto é, colocar as ideias para trabalhar.”  Theodore Levitt

Essa frase, por mais que pareça óbvia, mostra o grande desafio de ser inovador: ação e produção. Inovar é aquele momento que tiramos uma ideia do papel, agimos e produzimos, ou seja, o momento em que trabalhamos. Mas, não só isso.

A inovação é quando a criatividade gera valor. É a implementação de um novo – ou significativamente melhorado – produto ou serviço, processo de trabalho ou método de marketing, ou ainda método organizacional nas práticas de negócio, local de trabalho ou relações internas ou externas. A Inovação abrange todo o trabalho necessário para viabilizar uma ideia.

Tipos da inovação

Existem diferentes formas de classificar a inovação. Ressalto aqui duas formas amplamente usadas e difundidas. O Manual de Oslo classifica em relação ao objeto focal que pode ser: inovação de produto, de processo, de marketing e organizacional.

Inovação de produto: introdução de bem ou serviço novo ou significativamente melhorado respeitando suas características e funcionalidades. Assim, inclui melhoria nas especificações técnicas, componentes, materiais e softwares. Exemplo: primeiro leitor MP3 portátil.

Inovação de Processo: implementação de método de produção ou distribuição de algo novo ou significativamente melhorado. Inclui mudanças significativas em tecnologia e software. Exemplo: Produção – desenvolvimento do design de um produto assistido por computadores. Distribuição -introdução de sistema RFID (Identificação por radio freqüência)

Inovação de Marketing: implementação de novos métodos de marketing ou ainda, melhorias significativas no design do produto ou embalagem, preço, distribuição e promoção. Exemplo: inserção de produtos em filmes ou programas de TV.

Inovação Organizacional: implementação de novos métodos organizacionais no negócio, organização do trabalho e/ou relações externas. Exemplo: novos modelos de gestão e de negócios, reengenharia de negócios.

Outra classificação difundida por Gerard H. Gaynor é quanto ao impacto do seu resultado, que pode ser: incremental, radical ou disruptiva.

Inovação incremental: envolve a modificação, aperfeiçoamento, simplificação, consolidação, e melhoria de produtos, processos, serviços e atividades de produção e distribuição existentes. Essa categoria contempla a maioria das inovações. Exemplo: Automóveis, que ao longo dos anos oferecem benefícios substanciais em segurança, eficiência e conforto.

inovação
Softwares e a inovação Radical

Inovação Radical: insere novos produtos ou serviços que se desenvolvem em novos negócios ou ampliam transformando em novas indústrias ou ainda, causam uma mudança significativa em toda a indústria criando novos valores de mercado. exemplo: Bancos – que se transformaram ao longo dos anos com máquinas de multibanco e acessibilidade em qualquer parte do mundo com cartão de plástico conveniente.

 

Inovação Disruptiva: são raras e surpreendem as pessoas. São advindos de investigação científica ou de engenharia. São conhecidas como disruptivas ou revolucionárias porque criam algo que as pessoas acreditavam não ser possível. Seu uso e impacto superam as expectativas de seus inventores. Tem o poder de lançar novas indústrias ou transformar as existentes. Exemplo: primeira impressora a laser EARS da Xerox. Imprime 60 cópias por minuto.

Inovando nas empresas

A maioria das empresas viabiliza apenas inovações incrementais, envolvendo mais o campo de aperfeiçoamento de produtos e serviços. Algumas arriscam-se e promovem inovações radicais, e outras raras conseguem inovações disruptivas. Diante da competitividade do mercado e ameaça de novos entrantes, é preciso estar aberto à novas ideias e colocá-las em prática. Para isso a empresa precisa, primeiro estar disposta a adotar uma nova cultura, para depois introduzir a cultura da inovação dentro da empresa. O caminho não é fácil e por vezes tortuoso.

Vale lembrar que inovar é muito mais que usar post its, canetinhas e papel branco. É necessário ter profissionais que sejam proativos, protagonistas, com sede de mudança e movidos por desafios. Contudo, é preciso que tenhamos uma organização disposta a mudar sua cultura organizacional de modo a promover e permitir que a inovação faça parte do seu negócio, possibilitando alavancar seus resultados.

Sempre é possível, basta o primeiro passo!

Agora a Escola Caxias Criativa faz parte da ECC Hub, um hub destinado a fazer da Criatividade uma ferramenta de resultados para profissionais e empresas!