Eu não gosto muito de rótulos. Sempre tem aquelas pessoas que querem dizer que somos isso ou aquilo, que nos encaixamos em tal nicho de mercado ou que pertencemos à determinada “tribo”. E por mais que eu não goste, existe um rótulo que me persegue desde que o divulgaram: Millennials.

Os Millennials são aqueles que nasceram entre 1979 e 1995. Esse rótulo não fazia sentido pra mim. “Como os ‘estudiosos’ podem generalizar 16 anos?!”. Esse questionamento martelou minha mente até semana passada.

Na última semana eu tive uma enxurrada de conteúdos a respeito da minha geração. Eu nunca me interessei muito em ler a respeito por saber que quem escreve é sempre a geração anterior, com suas “verdades verdadeiras”. Mas depois de ter começado a empreender de verdade na Escola Caxias Criativa, passei a me interessar mais por mim mesmo. E esse interesse começou a abrir portas de cômodos extremamente bagunçados na minha cabeça, que eu comecei a organizar lendo todos os artigos que apareceram.

As coisas começaram a fazer sentido.

O Dossiê Google BrandLab

O Google BrandLab lançou a pesquisa “The Millennial Divide” e nos mostrou que Millennials não são todos iguais. Por muito tempo, 16 anos de diferença foram colocados todos na mesma caixa e, apesar de terem características parecidas, são duas metades com comportamentos bem diferentes. Quanto mais próximos da “Linha Tênue”, mais parecidos ele são. Mas quanto mais longes do gap, maiores são as diferenças entre as pessoas da mesma geração.

Os Young Millennials nasceram e cresceram em um mundo totalmente offline, e foi em sua adolescência que tiveram o primeiro contato com a Internet. Já os Old Millennials nasceram em um mundo um pouco mais próximo dela e durante sua infância/pré adolescência, tiveram seu primeiro contato.

Os primeiros são mais otimistas, colaborativos e flexíveis. Estão passando pelo “Adulting”, a ação de fingir se comportar como adultos responsáveis ao fazer tarefas rotineiras, como limpar a casa, ter um emprego e etc. Sem falar que esses também estão enfrentando momentos importantes da vida, como mudar de cidade ou conseguir um emprego. Ah sim, são considerados os “nostálgicos”.

Já os da segunda metade, tendem a ser realistas, questionadores e financeiramente conscientes. O seu lema é o YOLO, que em inglês, significa “Você só vive uma vez” e seu maior sonho é ter um diploma, além de utilizar o YouTube como parceiro de estudos.

Eu nasci na metade. Tive uma visão de ambas as realidades e talvez por isso eu não goste de me encaixar em nenhum desses rótulos. As coisas estavam começando a fazer sentido.

O Relatório MindMiners

“Uma pesquisa sobre trabalho, educação e tendências de consumo”. A MindMiners lançou o relatório “Millennials e a Geração ‘Nem Nem’” no mês passado. O estudo tomou como contexto a relação dos Millennials com o mercado de trabalho e o que esperam do futuro. Era esse o link que eu precisava para começar a organizar minha cabeça.

Alguns insights que a pesquisa trouxe foram de que os Millennials são engajados e afirmam apoiar causas sociais e ambientais. Se consideram trabalhadores e ambiciosos. A grande maioria recebe ajuda financeira para se manter, sonham em empreender e valorizam marcas sustentáveis. 25% já são empreendedores, o que me coloca em uma porcentagem bem grande, estando do lado dos 29% que estão empregados.

Quando perguntados a respeito do seu posicionamento profissional, as top 3 respostas foram: “trabalhadores”, “estudiosos” e “ambiciosos”. Se fosse no ano passado, com certeza eu teria me considerado “estudioso” e “ambicioso” antes de “trabalhador”, mas dadas as circunstâncias atuais, eu me encaixei muito bem em mais um dado.

Mas o que mais me surpreendeu foi o dado a respeito de diferentes economias: 70% dos Millennials não sabe o que significa Economia Compartilhada. No momento atual que vivemos, não saber o significado das economias que nos cercam é preocupante. Ainda mais levando em consideração o fato de que 49% gostaria de um dia ter um negócio próprio.

Mas e agora?

Os conteúdos que eu consumi me abriram os olhos. Eu consegui entender muito do que se passa na minha cabeça e consegui perceber que na realidade, o pensamento de um mundo diferente está aí, em cima de nossas cabeças, na forma de ideias mirabolantes. E minha geração está aos poucos levantando seus braços para alcançá-las.

Somos uma galera com a mente mais aberta às mudanças mas que ainda tem bastante a amadurecer quando falamos de vida e carreira. Nós permanecemos com um pensamento bastante rebelde, de que as gerações anteriores fizeram errado e que nós temos o conhecimento para fazer certo.

Quando a Escola Caxias Criativa nasceu no mundo das ideias, eu me apaixonei por ela no mesmo instante, mas depois de colocarmos ela em prática, eu demorei pra achar o meu lugar aqui dentro. Agora eu consigo ver. Eu quero ver a minha geração dando o passo à frente, arriscando, quebrando as regras e mudando o jogo, mas pra isso, ela precisa entender que o mundo mudou e que a informação para entendê-lo está aí, só é preciso buscá-la.

Por isso, a ECC montou o curso Rebel Yell. Um workshop de 3 horas onde iremos aprender e entender todas as mudanças que estão acontecendo no mundo, nas pessoas, nas maneiras que fazemos negócios e, acima de tudo, em nós mesmos. Não perde a chance, porque ele vai acontecer dia 5!

Agora a Escola Caxias Criativa faz parte da ECC Hub, um hub destinado a fazer da Criatividade uma ferramenta de resultados para profissionais e empresas!