Eu já trabalhei como Freelancer quando estava na faculdade. Enquanto trabalhava na empresa do meu pai, pegar um trabalhinho aqui e outro ali me ajudava a ter um dinheiro extra para investir em mim mesmo. Foi trabalhando como Freela que fiz cursos, comprei um computador melhor e consegui viajar por aí.

Mas a realidade é que trabalhar como Freelancer é difícil. Muitas vezes nós queremos pegar aquele trabalho especial porque sabemos que ele vai agregar no nosso portfólio. Sabendo disso, na maioria das vezes o cliente percebe esse desejo e nos faz baixar o preço a preço de banana. Nós baixamos nosso valor, pegamos o trabalho e o cliente fica satisfeito. Mas ao final, nós ficamos satisfeitos também?

Como nós muitas vezes não sabemos como precificar nosso trabalho, um sentimento que a gente não sabe descrever fica pairando na nossa cabeça, e aí os questionamentos começam a aparecer. Mas como podemos fazer para não ficar com esses questionamentos na mente? Bom, para isso eu separei algumas dicas que me ajudaram a percorrer a jornada de Freela ao longo dos anos. Dá uma olhada e deixa o preço de banana de uma vez por todas na feira!

Quanto tempo você demora para produzir?

Quando trabalhamos para empresas, nós não pensamos que estamos trocando nosso tempo. Para produzir qualquer coisa que seja, nós trocamos nosso tempo por um pagamento específico. Portanto, é imprescindível que o freelancer comece a ter uma ideia de quanto tempo ele precisa para produzir algo. O tempo é a base de todos os cálculos.

Quanto vale a sua hora?

Sabendo quanto tempo você demora para produzir, você já pode começar a pensar em quanto vale a sua hora profissional. Para chegar nesse valor, tente descobrir quanto vale a hora de um profissional contratado para essa função ou uma função equivalente. Sites como Love Mondays e Vagas.com podem ser uma boa referência para isso. Pedir para amigos que trabalham nesses cargos também está valendo! Depois de ter descoberto qual a média de salário, divida por 160 horas trabalhadas em um mês. O resultado será a base para você adaptar seu valor como prestador de serviço.

Quais são os seus custos?

De nada adianta saber quanto vale a sua hora se você não sabe quanto você tem de custos para poder oferecer o seu serviço. Quanto custa a internet que você usa para pesquisar? Quanto vale a impressão dos materiais que você usará para apresentar seu trabalho? E a luz que seu computador consome? A reunião vai ser em um café? Quanto custa esse deslocamento? Todos esses valores devem ser diluídos em seu valor final, obviamente de uma maneira justa.

Quanto vale o trabalho do seu concorrente?

Agora que você já terminou de calcular o seu valor, levante a cabeça do papel e olhe ao seu redor. Quanto seus concorrentes estão cobrando para fazer o mesmo trabalho? Agora é só ajustar o seu valor para o momento em que o mercado se encontra. Considere também o tamanho da empresa que você está oferecendo seu serviço. É um Empreendedor Individual? Micro Empresa? Média? Grande? Muitas vezes é comum estarmos cobrando muito mais caro, então precisamos dar uma ajustadinha. Só não abaixe demais para não entrar no ciclo da banana de novo!

 

Agora a Escola Caxias Criativa faz parte da ECC Hub, um hub destinado a fazer da Criatividade uma ferramenta de resultados para profissionais e empresas!